sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Schrödinger

Se minha memória não me falha
-falha assim... sempre-
Estavam alí parados há algumas horas
Olhando para o mesmo ponto fixo no asfalto
Um resto de cigarro apagado um passo grosseiro que não foi varrido como as folhas que despencam nas ruas de outono
-pisotedas e varridas-
Parados esperando
a chuva a noite os gatos o tempo o vento
Nenhum deles se quer deu as caras
Qualquer coisa, qualquer, e não havia nada...nada...nada...
Persistentes aguardaram bem alí
Um segundo era inacabavel como o infinito
-imensuravel-
Suas pernas pendiam já exaustas
Suportando o peso dos corpos
Sentaram-se na rua, em frente as horas
Em frente ao hospital há mais tempo do que se pode contar nos dedos das mãos
Choraram e foram embora
Não havia o que fazer
Havia alguém na caixa

Nenhum comentário:

Postar um comentário