quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Bom humor pro fim do ano.

Os objetos inanimados são sempre corretos e, infelizmente,não se pode censurá-los por nada. Jamais vi uma cadeira deslocar o peso de uma perna pra outra, nem uma cama empinar sobre as patas traseiras ajeitando a coluna. E as mesas, mesmo quando cansadas e sobrecarregadas, não ousam dobrar os joelhos. Desconfio que os objeitos ajam assim com intenção pedagógica, a fim de nos reprovar constantemente por nossa instabilidade.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Schrödinger

Se minha memória não me falha
-falha assim... sempre-
Estavam alí parados há algumas horas
Olhando para o mesmo ponto fixo no asfalto
Um resto de cigarro apagado um passo grosseiro que não foi varrido como as folhas que despencam nas ruas de outono
-pisotedas e varridas-
Parados esperando
a chuva a noite os gatos o tempo o vento
Nenhum deles se quer deu as caras
Qualquer coisa, qualquer, e não havia nada...nada...nada...
Persistentes aguardaram bem alí
Um segundo era inacabavel como o infinito
-imensuravel-
Suas pernas pendiam já exaustas
Suportando o peso dos corpos
Sentaram-se na rua, em frente as horas
Em frente ao hospital há mais tempo do que se pode contar nos dedos das mãos
Choraram e foram embora
Não havia o que fazer
Havia alguém na caixa

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Coisas

Coisas, pessoas, sim, tudo muda. Assim como o inssessante passar de paisagens na janela do carro 'on the road'. Tudo isso deve ter um bom motivo permeante. O destino? Quem sabe, é...aquele velho senhor escultor de vidas...Apartir do embarque as coisas se esvaem, coisas belas, indiferentes, trágicas, são todas coisas, coisas que marcam [...]

Quero minhas coisas de volta!
"As coisas querem ser coisas, mas na verdade não são"
[citação medonha, ignore]

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Não esqueço nunca

Olhou tão pofundamente
Que seu olhar quase penetrou a parede
Perguntou sobre as flores
Ela sem jeito, fingindo analizar as cutículas respondeu:
"Orquídeas, eu gosto delas"
Como se entregasse a ele o segredo da vida...
Nada de mais, somente cenas de um adeus,
Adeus reticente

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Infinito Particular

Não evito, e mesmo se pudesse não o faria
Ao olhar no espelho e lhe ver
Me ver, a ver, o ver
Ver ele, ela
Aqueles, aquela
Todos os que me atravessaram assim
Passaram por mim
Estão em mim
Quem tenho, quem me tem
Não tenho em pertenço a ninguém
Quem me tem
Tenho também
[pulsa, pulsa, pulsa]

Enchergo no espelho
Eu, Tu, Ele
Nós, Vós, Eles
Quando busco
Eu











Tu, ele, nós, vós, eles

colcheteponto [...]

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tenho medos, muitos medos, mas o maior dos meus medos é o medo que tenho deles.
Bem assim, fitando sem falar nada o que não tem mais volta. Bem assim, ignorando o que não tem mais volta.

[Unicamp vem aí]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Nada se acaba, olha o noticiário.

Não sei colocar ponto final nas coisas, não mesmo, sempre resta aquela sensação de reticências. Para que colocar um fim em tudo, se tudo fica na memória? Se não encontrar nas lembranças, nunca existiu, existe o que é relevante. O que existe e o que existiu.
O simples na mente não mente, entre e se sirva. Não é possivel negar o que lembra, sempre irão estar com você as lembranças, a não ser que se apague. [brilho eterno, não conta].
Colocar fim é apagar, é ser ingrato.

E sim, não me esquecerei das pinceladas que preencheram 600 dias, e uma vida toda; da cor que ainda me faz, e me fará; da tela que me pertimiu [dentro dos limites da moldura] pintar o que quizesse. Não, não me esquecerei, e não hei de colocar sequer um ponto final

[...] colcheteponto

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Agente sabe...

Ele disse 'me empresta um cd?'

emprestei o que mais era eu.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dois 2


Dois 2

Ele e ela

Na cama de casal

Ela na deles

Ele na de um quarto de hotel

Ela em casa, com as crianças

Ele sozinho, com seu eu

sábado, 11 de julho de 2009

"The Wonder Years"


"Não foi assim que aconteceu, mas é assim que gosto de me lembrar. Quando sonho e realidade é porque é exatamente assim que deve ser..." - The Wonder Years


Encontro-me hoje simplismente assim, nostalgica. Bem, não só hoje mas em grande parte dos meus dias... Realmente não sei se isso é um defeito, sabe, ficar remoendo o passado e pensando quão lindo tudo foi, ao invés de fazer dos meus dias mais lindos do que os que se foram. Talvez eles nem foram tão lindos assim, mas eu prefiro acreditar que sim, não faz mal a ninguém, assim eu consigo dias que virão melhores que minhas memórias, certo? [Perda de tempo? Ah! Não, de modo algum!]


Lembro daquelas cenas do gênero filme caseiro, e é estranho pensar nisso tudo, na época em que eles foram gravados eram apenas filmegens babacas e sem importância de crianças em casa, mas hoje são relíquias sobre parte do que fui e ainda sou. [Lá vem uma comparação idiota] São como vinho, talvez, quanto mais velho, melhor. Bem, é melhor eu arranjar um estoque grande de coisas lindas para fazer e suas respectivas filmagens, assim serei uma velhinha com ótimas histórias e filmes para mostrar.
[...] colcheteponto

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Memórias de Alguém


A tinta da caneta estava falha, assim como sua memória.


Esquecera a data que estava a anotar [...]


* * *


O que você deve se lembrar?


Aqueles sentados esperando não ligam


Aqueles sentados espendando abrigo [...]


* * *


A fumaça se espalha


Tudo se torna branco


Não via nem a palma da mão.


* * *


'As lágrimas que caem deixam mais azuis as letras, e os olhos não conseguem enchergar. Se você piscar tudo some. E o que você vai querer ver, quando os seus olhos abrirem' - Nando Reis


* * *


'Pense bem que irá se lembrar.'


Disse para seu ego


[Ele não ouviu]


Quer mesmo se lembrar?


Ou só guarda o que lhe favorecer?


'Que horas são, por favor?'


* * *


Suas saudades são o passar e repassar de memórias antigas.


E as minhas?


Sou ainda uma menininha [...]


Não posso sentir saudades.


Não tenho memórias antigas


* * *


'Não pisa na caixa não, filho'


'Pára mãe'


'Só quando começar vai entender'


É frágil


[...] colcheteponto

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dos velhos... sobre um velho


O Velho

E o velho permaneceu calado, ao lado de sua velha cadela.
E o velho permaneceu calado, uma lágrima correu sobre seu rosto amassado pelo tempo.
E o velho permaneceu calado, eu ao seu lado.
Um pequeno suspiro.
E o velho permaneceu calado, ele parecia tão chateado... Sabia que faltava pouco.
O silêncio se quebra
"Ela era minha menina..."
Eu permaneci calado, senti um certo temor.
E o velho permaneceu calado, encostou sua cabeça sobre meu ombro.
A cadela se deitou sobre suas próprias feses e nunca mais acordou.
"Ela era minha menina..."
O velho permaneceu calado, seu olhar triste como nunca.
E eu permaneci parado [...]
"Estou aqui, conte comigo..."
Permanecemos calados.

[...] colcheteponto

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Um, dois, três testando

Bem, nunca estive aqui, nem sei se vai funcionar, de todo modo, não custa tentar.

"...A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas, mas não posso explicar a mim mesma..."
Alice in the Wonderland. - Lewis Carroll

Quem nunca se sentiu assim manifeste-se, por favor, pois estarei descobrindo um ser interplanetário.
Agente muda tanto, que perde a conta das vezes que entrou em paradoxo, das vezes que se sentiu idiota, se sentiu idiota pois mudou e entendeu o erro. E que bom que mudamos, senão a população seria feita de comedores de banana amassada que assistem Xuxa.

[...] colcheteponto