Os objetos inanimados são sempre corretos e, infelizmente,não se pode censurá-los por nada. Jamais vi uma cadeira deslocar o peso de uma perna pra outra, nem uma cama empinar sobre as patas traseiras ajeitando a coluna. E as mesas, mesmo quando cansadas e sobrecarregadas, não ousam dobrar os joelhos. Desconfio que os objeitos ajam assim com intenção pedagógica, a fim de nos reprovar constantemente por nossa instabilidade.
[...]colcheteponto
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Schrödinger
Se minha memória não me falha
-falha assim... sempre-
Estavam alí parados há algumas horas
Olhando para o mesmo ponto fixo no asfalto
Um resto de cigarro apagado um passo grosseiro que não foi varrido como as folhas que despencam nas ruas de outono
-pisotedas e varridas-
Parados esperando
a chuva a noite os gatos o tempo o vento
Nenhum deles se quer deu as caras
Qualquer coisa, qualquer, e não havia nada...nada...nada...
Persistentes aguardaram bem alí
Um segundo era inacabavel como o infinito
-imensuravel-
Suas pernas pendiam já exaustas
Suportando o peso dos corpos
Sentaram-se na rua, em frente as horas
Em frente ao hospital há mais tempo do que se pode contar nos dedos das mãos
Choraram e foram embora
Não havia o que fazer
Havia alguém na caixa
-falha assim... sempre-
Estavam alí parados há algumas horas
Olhando para o mesmo ponto fixo no asfalto
Um resto de cigarro apagado um passo grosseiro que não foi varrido como as folhas que despencam nas ruas de outono
-pisotedas e varridas-
Parados esperando
a chuva a noite os gatos o tempo o vento
Nenhum deles se quer deu as caras
Qualquer coisa, qualquer, e não havia nada...nada...nada...
Persistentes aguardaram bem alí
Um segundo era inacabavel como o infinito
-imensuravel-
Suas pernas pendiam já exaustas
Suportando o peso dos corpos
Sentaram-se na rua, em frente as horas
Em frente ao hospital há mais tempo do que se pode contar nos dedos das mãos
Choraram e foram embora
Não havia o que fazer
Havia alguém na caixa
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Coisas
Coisas, pessoas, sim, tudo muda. Assim como o inssessante passar de paisagens na janela do carro 'on the road'. Tudo isso deve ter um bom motivo permeante. O destino? Quem sabe, é...aquele velho senhor escultor de vidas...Apartir do embarque as coisas se esvaem, coisas belas, indiferentes, trágicas, são todas coisas, coisas que marcam [...]
Quero minhas coisas de volta!
"As coisas querem ser coisas, mas na verdade não são"
[citação medonha, ignore]
[...]colcheteponto
Quero minhas coisas de volta!
"As coisas querem ser coisas, mas na verdade não são"
[citação medonha, ignore]
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Não esqueço nunca
Olhou tão pofundamente
Que seu olhar quase penetrou a parede
Perguntou sobre as flores
Ela sem jeito, fingindo analizar as cutículas respondeu:
"Orquídeas, eu gosto delas"
Como se entregasse a ele o segredo da vida...
Nada de mais, somente cenas de um adeus,
Adeus reticente
[...]colcheteponto
Que seu olhar quase penetrou a parede
Perguntou sobre as flores
Ela sem jeito, fingindo analizar as cutículas respondeu:
"Orquídeas, eu gosto delas"
Como se entregasse a ele o segredo da vida...
Nada de mais, somente cenas de um adeus,
Adeus reticente
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Infinito Particular
Não evito, e mesmo se pudesse não o faria
Ao olhar no espelho e lhe ver
Me ver, a ver, o ver
Ver ele, ela
Aqueles, aquela
Todos os que me atravessaram assim
Passaram por mim
Estão em mim
Quem tenho, quem me tem
Não tenho em pertenço a ninguém
Quem me tem
Tenho também
[pulsa, pulsa, pulsa]
Enchergo no espelho
Eu, Tu, Ele
Nós, Vós, Eles
Quando busco
Eu
Tu, ele, nós, vós, eles
colcheteponto [...]
Ao olhar no espelho e lhe ver
Me ver, a ver, o ver
Ver ele, ela
Aqueles, aquela
Todos os que me atravessaram assim
Passaram por mim
Estão em mim
Quem tenho, quem me tem
Não tenho em pertenço a ninguém
Quem me tem
Tenho também
[pulsa, pulsa, pulsa]
Enchergo no espelho
Eu, Tu, Ele
Nós, Vós, Eles
Quando busco
Eu
Tu, ele, nós, vós, eles
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Nada se acaba, olha o noticiário.
Não sei colocar ponto final nas coisas, não mesmo, sempre resta aquela sensação de reticências. Para que colocar um fim em tudo, se tudo fica na memória? Se não encontrar nas lembranças, nunca existiu, existe o que é relevante. O que existe e o que existiu.
O simples na mente não mente, entre e se sirva. Não é possivel negar o que lembra, sempre irão estar com você as lembranças, a não ser que se apague. [brilho eterno, não conta].
Colocar fim é apagar, é ser ingrato.
E sim, não me esquecerei das pinceladas que preencheram 600 dias, e uma vida toda; da cor que ainda me faz, e me fará; da tela que me pertimiu [dentro dos limites da moldura] pintar o que quizesse. Não, não me esquecerei, e não hei de colocar sequer um ponto final
[...] colcheteponto
O simples na mente não mente, entre e se sirva. Não é possivel negar o que lembra, sempre irão estar com você as lembranças, a não ser que se apague. [brilho eterno, não conta].
Colocar fim é apagar, é ser ingrato.
E sim, não me esquecerei das pinceladas que preencheram 600 dias, e uma vida toda; da cor que ainda me faz, e me fará; da tela que me pertimiu [dentro dos limites da moldura] pintar o que quizesse. Não, não me esquecerei, e não hei de colocar sequer um ponto final
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